O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Ex-jogador -conhecido como “Mão Santa”- foi um dos responsáveis por popularizar o basquete no Brasil

Brasil perde hoje um dos seus ídolos do basquete. Oscar Schmidt faleceu aos 68 anos. O ex-jogador passou mal em sua residência, localizada na região de Alphaville, na Grande São Paulo, e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, onde não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.
Em nota, a família lamentou a perda e destacou a grandeza de sua trajetória dentro e fora das quadras. O velório e o sepultamento serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos próximos, em respeito ao desejo por um momento íntimo de despedida. Os parentes também agradeceram as manifestações de carinho e pediram privacidade neste período de luto.
Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN), Oscar Daniel Bezerra Schmidt construiu uma carreira histórica e é amplamente reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Conhecido como “Mão Santa”, destacou-se pela precisão nos arremessos e pela impressionante capacidade de pontuar, acumulando mais de 49 mil pontos ao longo da carreira — marca que o coloca entre os maiores cestinhas da história do esporte mundial.
Oscar brilhou com a camisa da seleção brasileira, participando de cinco Jogos Olímpicos (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996), e foi protagonista de momentos memoráveis, como a vitória sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Apesar do sucesso internacional, recusou convites para atuar na NBA para preservar sua elegibilidade na seleção, uma decisão que reforçou sua identificação com o basquete brasileiro.
Além da seleção, teve passagens marcantes por clubes no Brasil, na Itália e na Espanha, consolidando uma carreira longeva e vitoriosa. Em 2013, foi introduzido no Hall da Fama do Basquete, reconhecimento máximo de sua contribuição ao esporte.
Fora das quadras, Oscar também se destacou pela personalidade forte, carisma e autenticidade. Em 2011, foi diagnosticado com um tumor cerebral, enfrentando a doença ao longo de mais de uma década. Mesmo durante o tratamento, manteve-se ativo, inspirando fãs e atletas com sua postura resiliente e otimista diante das adversidades.
A morte de Oscar Schmidt representa uma grande perda para o esporte brasileiro e mundial. Seu legado, marcado por talento, determinação e paixão pelo basquete, permanecerá vivo na memória coletiva e continuará inspirando gerações futuras. Obrigado, “Mão Santa”!
