Associado a uma digestão mais confortável, produto ainda representa menos de 1% do mercado nacional, mas projeta crescimento acelerado nos próximos anos

Apesar de figurar entre os maiores produtores de leite do mundo, o Brasil ainda explora apenas uma pequena parcela do potencial do mercado de leite A2. Associado a uma melhor digestão, o produto representa atualmente menos de 1% do mercado nacional, mas já desperta atenção de produtores e consumidores.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de leite do mundo, com produção superior a 34 bilhões de litros por ano. A atividade reúne mais de 1 milhão de propriedades rurais e gera cerca de 4 milhões de empregos.
O interesse pelo produto variante surge em um cenário de forte tradição de consumo. Ainda segundo a entidade, a média de consumo mundial é de 116 litros por habitante ao ano, e entre os brasileiros são cerca de 167 litros anualmente.
Dados do Anuário do Leite 2023, elaborado pela Embrapa Gado de Leite, estimam que o segmento de leite A2 movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano. A expectativa, porém, é de expansão acelerada nos próximos anos.
Segundo o produtor rural Tomáz de Aquino Resende, o consumo do produto pode crescer cerca de 20% ao ano à medida que a população conheça melhor seus diferenciais.
“O leite A2 ainda é um oceano azul a ser explorado no Brasil. Com um público consumidor já acostumado ao consumo de leite, o desafio é informar sobre as vantagens do leite A2 e torná-lo uma opção cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros”, afirma.
Digestão mais confortável impulsiona crescimento
Uma das principais características do leite A2 é a ausência da proteína beta-caseína A1, presente no leite convencional. Estudos associam essa proteína ao surgimento de desconfortos gastrointestinais em parte dos consumidores, como sensação de inchaço, gases e episódios de diarreia.
Por isso, o leite A2 tem atraído pessoas que buscam continuar consumindo derivados lácteos sem abrir mão do conforto digestivo.
Para Tomáz de Aquino Resende, a tendência acompanha uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais atento à saúde e ao bem-estar.
“O consumidor brasileiro está cada vez mais atento à saúde e ao bem-estar. Acreditamos que o leite A2 tem tudo para conquistar um espaço crescente no mercado, oferecendo uma opção saborosa e nutritiva para quem busca uma digestão mais leve e confortável”, afirma o produtor Tomáz de Aquino Resende.
