Especialista aponta práticas que ajudam a otimizar o tempo, corrigir erros recorrentes e aumentar o desempenho nas semanas que antecedem o exame

Com as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, milhares de estudantes entram na fase decisiva da preparação. A cerca de três meses do exame, aumentar a carga de estudos nem sempre é a estratégia mais eficiente. Em muitos casos, ajustar a forma de aprender pode trazer resultados mais relevantes do que simplesmente dedicar mais horas aos livros.
Para a analista de Projetos Educacionais do Sesi Minas, Michelle da Silva Cesar, este é o momento de substituir o estudo automático por uma preparação mais estratégica.
“Por se tratar de uma prova extensa e com uma variedade grande de matérias, é necessário uma estratégia para poupar tempo e se dedicar a questões que precisam de uma atenção maior, sem comprometer as demais”, ressalta.
A lógica acompanha o modelo adotado pelas Escolas Sesi, que estimula autonomia, investigação e resolução de problemas como parte do processo de aprendizagem.
Confira cinco estratégias para aproveitar melhor a reta final antes do exame.
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Use os simulados para identificar seus pontos fracos
Mais do que medir desempenho, os simulados ajudam a entender os motivos dos erros. A análise permite identificar se a dificuldade está no conteúdo, na interpretação, nos cálculos ou na administração do tempo.
Segundo Michelle, reconhecer padrões é um dos caminhos mais eficientes para direcionar os estudos.
“Quando você percebe que está errando sempre pelo mesmo motivo, ganhou uma informação importante sobre o seu estudo. O erro mostra onde é preciso mexer”, explica a especialista.
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Entenda a questão antes de procurar a resposta
O Enem valoriza a contextualização e utiliza diferentes formatos de texto, como gráficos, reportagens, charges e imagens. Por isso, compreender o problema apresentado é tão importante quanto conhecer o conteúdo.
Antes mesmo de analisar as alternativas, vale refletir sobre o que a questão realmente pede.
“Antes de olhar as alternativas, vale pensar sobre o que a questão exige do candidato. É como se o estudante se perguntasse: o que essa questão quer que eu descubra aqui? Parece simples, mas ajuda muito a organizar a leitura”, orienta.
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Leia o enunciado até o fim
Uma das armadilhas mais comuns do exame está na interpretação incompleta da pergunta. Muitas vezes, duas alternativas parecem corretas, mas apenas uma responde integralmente ao comando da questão.
Quando surgir dúvida, a recomendação é voltar ao texto e buscar elementos que sustentem cada resposta.
“Se o estudante ficou entre duas respostas, o correto é voltar ao texto e procurar o que sustenta cada uma delas. Não é sobre encontrar uma pegadinha, mas identificar a alternativa que realmente responde à pergunta”, comenta Michelle.
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Aprenda a administrar o tempo da prova
Controlar o relógio é parte da estratégia. Algumas questões exigem poucos minutos; outras demandam mais atenção. O problema surge quando o candidato insiste excessivamente em uma única pergunta e compromete o restante da prova.
Os simulados também servem para desenvolver essa habilidade.
“O estudante pode voltar depois com outro olhar. O importante é não deixar uma pergunta consumir o tempo de várias outras”, afirma.
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Planeje a redação antes de começar a escrever
A ansiedade pode levar muitos candidatos a iniciar a redação imediatamente após a leitura do tema. No entanto, dedicar alguns minutos ao planejamento ajuda a organizar as ideias e reduzir falhas na argumentação.
Definir a tese, selecionar repertórios, estruturar argumentos e pensar na proposta de intervenção são etapas que funcionam como um roteiro para a construção do texto.
“Não precisa ser um planejamento extenso, mas esse cuidado ajuda o aluno a saber para onde o texto está indo. Quando existe esse fio condutor, fica muito mais fácil manter a redação organizada”, conclui.