Eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro; disputas pelos governos de seis estados e do Distrito Federal também serão definidas na segunda etapa das eleições

A disputa pela Presidência da República será decidida no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois foram os candidatos mais votados neste domingo (4), mas nenhum alcançou a maioria absoluta dos votos válidos necessária para vencer a eleição na primeira rodada. Com isso, os brasileiros voltam às urnas no dia 25 de outubro, último domingo do mês.
Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, somando 56.104.268 votos. Candidato à reeleição, Lula ficou em segundo lugar, com 45,16%, ou 53.876.617 votos. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos.
A votação aponta para uma disputa acirrada nas próximas três semanas. Flávio e Lula concentraram juntos mais de 92% dos votos válidos no primeiro turno. Agora, os dois candidatos entram em uma nova fase da campanha, marcada pela busca dos eleitores que votaram nos demais concorrentes, além da negociação de apoios políticos e partidários.
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é advogado, ex-deputado estadual e senador pelo Rio de Janeiro. Natural de Resende (RJ), disputa pela primeira vez a Presidência da República e tem como candidato a vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL).
Lula, de 80 anos, é natural de Garanhuns (PE), governou o país entre 2003 e 2010 e exerce atualmente seu terceiro mandato, iniciado em 2023. Na tentativa de reeleição, concorre novamente ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Pelas regras eleitorais brasileiras, presidente da República e governadores precisam obter mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos, para serem eleitos no primeiro turno. Quando nenhum candidato atinge essa marca, os dois mais votados avançam para uma nova votação. No segundo turno, vence quem conquistar a maioria dos votos válidos.
Disputas estaduais
Além da Presidência, eleitores de seis estados e do Distrito Federal também terão que voltar às urnas em 25 de outubro para escolher seus governadores. Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do DF, não tiveram candidatos que alcançassem mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Algumas dessas disputas chegaram perto de ser definidas já no domingo. No Acre, Mailza Assis (PP) obteve 49,76% dos votos válidos e enfrentará Alan Rick (Republicanos), que recebeu 32,27%. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) chegou a 49,65% e disputará o governo com Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 34,06%.
No Rio Grande do Norte, a disputa terminou praticamente empatada: Allyson Bezerra (União) recebeu 36,94% dos votos válidos, contra 36,16% de Cadu de Lula (PT), uma diferença de apenas 15.509 votos.
Já no Tocantins, Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB) também chegaram ao fim do primeiro turno separados por uma margem pequena. Dorinha recebeu 45,75% dos votos e Vicentinho, 43,72%.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) avançou com 40,60% dos votos, enquanto Professora Maria do Carmo (PL) ficou com 24,50%.
Veja quem disputa o segundo turno para governador
Acre
Mailza Assis (PP) x Alan Rick (Republicanos)
Amazonas
Omar Aziz (PSD) x Professora Maria do Carmo (PL)
Distrito Federal
Celina Leão (PP) x Leandro Grass (PT)
Espírito Santo
Lorenzo Pazolini (Republicanos) x Ricardo Ferraço (MDB)
Rio de Janeiro
Douglas Ruas (PL) x Eduardo Paes (PSD)
Rio Grande do Norte
Allyson Bezerra (União) x Cadu de Lula (PT)
Tocantins
Professora Dorinha (União) x Vicentinho Júnior (PSDB)
O segundo turno será realizado em 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Nesta etapa, os eleitores votarão para presidente e, nos estados e no Distrito Federal onde a disputa permanece aberta, também para governador.
