Universidade mantém a liderança entre as federais brasileiras no levantamento da Universidade de Stanford, com pesquisadores de 34 áreas

Pesquisadora com jaleco, máscara, touca e luvas manuseia materiais em uma bancada de laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais que se destacou em Ranking Internacional
Pesquisadores da UFMG integram ranking internacional que reconhece o impacto da produção científica (Foto: Jebs Lima UFMG)

 

Da Redação

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reúne 64 pesquisadores no ranking internacional de cientistas com maior impacto em citações científicas, organizado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Com o resultado, a instituição mantém a posição de universidade federal brasileira com a produção científica de maior impacto, segundo o levantamento.

O resultado iguala o registrado em 2023, quando a Universidade também teve o mesmo número pesquisadores na lista, marca histórica atingida no ranking. Nos demais anos, integraram a lista com 57 nomes em 2025; 58 em 2024 e 2022; 49 em 2021; e 41 em 2020. 

As citações científicas estão entre os principais indicadores de relevância da produção acadêmica. Elas ocorrem quando pesquisadores utilizam trabalhos de outros cientistas como referência ou ponto de partida para novas investigações, especialmente em áreas de estudo semelhantes.

 

Pesquisadores em destaque

Os três pesquisadores da UFMG mais bem colocados no ranking também apareceram em edições anteriores. A professora Deborah Carvalho Malta, da Escola de Enfermagem, ocupa a 68ª posição mundial na área de Saúde Pública e a 7.138ª colocação no ranking geral. O professor Herman Sander Mansur, da Escola de Engenharia, aparece na 276ª posição na área de Materiais e na 14.647ª colocação geral. Já o professor Ado Jório de Vasconcelos, do Instituto de Ciências Exatas (ICEX), ocupa a 327ª posição em Física Aplicada e a 17.960ª no ranking mundial.

O levantamento também destaca a presença da UFMG em áreas com concentração de pesquisadores citados. Em três delas, a Universidade aparece com cinco ou mais nomes: são cinco pesquisadores em Química Medicinal e Biomolecular, cinco em Sistema Cardiovascular e Hematologia e sete em Odontologia.

Ao todo, os 64 pesquisadores da instituição estão distribuídos em 34 áreas diferentes, o que evidencia a abrangência da produção científica da Universidade.

 

 

Destaque nacional

A participação da UFMG no total de pesquisadores brasileiros incluídos no ranking também cresceu. Segundo o Escritório de Governança e Dados Institucionais (EGDI) da Universidade, o avanço foi proporcionalmente superior ao registrado no conjunto nacional. 

 

“A recente presença da UFMG no ranking é proporcionalmente superior à do conjunto brasileiro. De 2025 para 2026, a Universidade passou de 57 para 64 perfis, crescimento de 12,3%, enquanto o total nacional aumentou de 1.461 para 1.510, variação de 3,4%”, aponta. 

 

Considerando todas as instituições brasileiras, independentemente da categoria, a UFMG ocupa a quarta posição no levantamento. Está atrás da Universidade de São Paulo (USP), com 282 pesquisadores, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 105, e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 87.

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