Ranking Universitário Folha 2026 aponta evolução da UFMG e resultados expressivos em diferentes áreas do conhecimento

Da Redação
Um novo avanço aproxima a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) do topo do ensino superior brasileiro. Segundo o Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado nessa segunda-feira (19), a instituição alcançou a terceira posição nacional e foi classificada como a melhor universidade federal do País, subindo uma colocação em relação ao ano anterior.
No levantamento, organizado e publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, o ranking deste ano é liderado pela USP. A diferença entre a UFMG e a Unicamp é de apenas 0,47 ponto, ante uma distância de 2,63 pontos registrada na edição de 2025.
Em sua 12ª edição, o RUF avaliou 205 universidades públicas e privadas do País, com base em cinco indicadores: ensino, pesquisa, mercado de trabalho, inovação e internacionalização. Na classificação por dimensão, a UFMG ocupa a segunda posição em mercado, a terceira em ensino, a quarta em pesquisa, a quinta em inovação e a 17ª em internacionalização.
Uma análise do Escritório de Governança e Dados Institucionais (EGDI) aponta uma trajetória de crescimento da universidade no ranking. Em 2024, a UFMG ocupava a quinta posição geral. No ano seguinte, avançou para o quarto lugar e, em 2026, chegou à terceira colocação.
Segundo o diretor do EGDI e professor Dawisson Belém Lopes, a universidade superou mais de 97% das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) em quatro dimensões: mercado, ensino, inovação e pesquisa. Em internacionalização, o desempenho foi superior ao de 92% dessas instituições.
“É uma curva muito positiva, a Universidade tem subido em diferentes critérios”, ressalta.
Ensino e mercado de trabalho se destacam
Na avaliação de Dawisson Belém Lopes, a maior evolução da UFMG ocorreu na dimensão ensino, com avanço de nove posições em relação ao levantamento anterior.
“Chegamos ao segundo lugar nessa dimensão, e nos posicionamos junto com a USP e a Unicamp num pódio muito sustentado, com bom distanciamento em relação ao segundo bloco. É, de fato, um ranqueamento que nos projeta com força no cenário acadêmico nacional”, afirma o diretor.
Outro destaque é a dimensão mercado, na qual a universidade ocupa a segunda posição. Segundo Dawisson Lopes, o indicador considera a inserção profissional dos egressos e a reputação das instituições junto a empregadores e acadêmicos.
“Mercado quer dizer, basicamente, empregabilidade. É uma dimensão aferida com base em surveys. O próprio Datafolha [empresa de pesquisa do Grupo Folha] entrevista empregadores e acadêmicos para avaliar essa inserção no mercado de trabalho e mede a qualidade das universidades por meio da reputação”, explica.
Cursos da UFMG alcançam posições de destaque nacional
O RUF 2026 avaliou o desempenho de 42 carreiras, duas a mais do que em 2025. A seleção considera os cursos de maior demanda no país, segundo o Censo da Educação Superior de 2024. A UFMG oferece 41 das carreiras avaliadas, com exceção de Serviço Social.
Entre os cursos da universidade, Ciências Contábeis ocupa a primeira posição nacional. Outras dez carreiras aparecem em segundo lugar: Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas e Visuais, Computação, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Publicidade e Propaganda.
Quatro dessas áreas estão a menos de um ponto das primeiras colocadas. Entre elas estão: Fonoaudiologia, com diferença de 0,09 ponto; Enfermagem, com 0,34; Computação, com 0,46; e Artes Visuais, com 0,69.
Outras 13 carreiras da UFMG estão entre as três primeiras posições nacionais: Administração de Empresas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Elétrica, Farmácia, Filosofia, Letras, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química e Relações Internacionais.
As outras 17 carreiras da universidade avaliadas pelo RUF aparecem entre o quarto e o sétimo lugares em suas respectivas áreas.
