Tecnologia busca recuperar fósforo, aproveitar resíduos da suinocultura e oferecer uma alternativa sustentável diante da escassez de fertilizantes fosfatados.

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(Foto: Reprodução/ Redes sociais)

Um estudo da Embrapa apresenta uma alternativa para reduzir a dependência externa de fertilizantes fosfatados no agronegócio. A tecnologia utiliza dejetos suínos para produzir estruvita, material que pode contribuir para recuperar o fósforo e devolver o nutriente ao solo.

A pesquisa ganha relevância diante da escassez de fertilizantes fosfatados. Além disso, os conflitos geopolíticos aumentam a preocupação com o abastecimento desses produtos.

Outro fator importante é a concentração da produção mundial em poucos países. Nesse cenário, a busca por fontes alternativas se torna estratégica para o setor agropecuário.

Dejetos suínos se transformam em alternativa

A solução estudada pela Embrapa parte do aproveitamento de dejetos suínos. Assim, um resíduo da atividade pecuária passa a integrar uma proposta voltada à produção de fertilizante.

A partir desse material, os pesquisadores obtêm a estruvita. A tecnologia busca aproveitar nutrientes presentes nos dejetos e, ao mesmo tempo, recuperar o fósforo para utilização no solo.

Dessa forma, a alternativa combina o reaproveitamento de resíduos com a busca por maior sustentabilidade na produção agrícola.

Tecnologia busca reduzir dependência externa

A disponibilidade de fósforo representa uma questão importante para o agronegócio. Afinal, a concentração da produção de fertilizantes fosfatados em poucos países aumenta a exposição do setor às instabilidades internacionais.

Além disso, conflitos geopolíticos podem agravar problemas de oferta. Por esse motivo, alternativas capazes de aproveitar fontes disponíveis no próprio país ganham importância.

A proposta estudada pela Embrapa segue justamente essa direção. O objetivo é diminuir a dependência externa por meio da recuperação de um nutriente que pode retornar ao processo produtivo.

Liberação de nutrientes ocorre de forma lenta

Outra característica da estruvita é a liberação lenta de nutrientes. Esse comportamento pode favorecer o aproveitamento do material no solo ao longo do tempo.

Além disso, a estrutura estudada foi considerada adequada às condições dos solos tropicais. A tecnologia, portanto, busca unir recuperação de nutrientes e aplicação compatível com a realidade agrícola brasileira.

Recuperação do fósforo amplia importância da pesquisa

O reaproveitamento do fósforo presente nos dejetos também permite olhar para esses resíduos como uma possível fonte de nutrientes.

Assim, a pesquisa não se limita à busca por um novo fertilizante. Ela também propõe uma forma de recuperar um recurso importante e reduzir a necessidade de fontes externas.

Nesse contexto, a estruvita surge como uma alternativa sustentável diante das incertezas no mercado de fertilizantes fosfatados. Ao mesmo tempo, a tecnologia aproveita resíduos da suinocultura e busca recuperar o fósforo para uso agrícola.

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