Programa Tá Entregue já localizou aparelhos furtados, roubados ou extraviados, mas 408 celulares ainda aguardam retirada pelos donos nas delegacias.

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(Foto: Divulgação/PCMG)

A ação Tá Entregue, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), já recuperou 1.714 celulares furtados, roubados ou extraviados desde o lançamento, no fim de 2024. Apesar do avanço nas devoluções, 408 aparelhos continuam nas delegacias aguardando a presença dos respectivos proprietários.

Segundo a PCMG, esses celulares já tiveram os donos identificados. Além disso, a corporação informou que as vítimas receberam intimações para comparecer às unidades policiais e concluir o procedimento de restituição.

Presença da vítima é necessária para retirada

A Polícia Civil reforça que a presença da vítima é indispensável para finalizar a devolução do aparelho. Por isso, quem recebeu a comunicação precisa verificar as orientações e comparecer ao local indicado para retirar o celular.

O chefe do 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte, delegado-geral Rômulo Dias, explicou que as intimações enviadas não cobram pagamento nem solicitam confirmação de dados pessoais. O aviso serve apenas para informar que o aparelho está disponível para retirada.

“Se você recebeu essa intimação e, por algum motivo, ainda não verificou, confira no site oficial da Polícia Civil se você tem um celular para ser restituído”, orientou o delegado.

Como funciona a ação Tá Entregue

O projeto foi criado para simplificar o caminho entre a apreensão do aparelho e a devolução ao verdadeiro dono. Dessa forma, a Polícia Civil busca reduzir a burocracia e acelerar a restituição dos celulares recuperados.

As vítimas são notificadas por WhatsApp com instruções sobre os próximos passos. Além disso, qualquer pessoa pode consultar, pelo CPF ou CNPJ, se existe algum aparelho disponível para retirada diretamente no site da PCMG.

A consulta pode ser feita pelo endereço oficial da Polícia Civil de Minas Gerais: policiacivil.mg.gov.br/site-pc/objeto/devolucao.

Investigação também mira receptação de celulares

Paralelamente às devoluções, a corporação conduz investigações para combater a receptação de celulares. O trabalho tem foco na identificação e desarticulação de compradores de produtos roubados.

De acordo com a PCMG, as operações já resultaram em mandados de busca e apreensão em shoppings populares e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com isso, a corporação tenta enfraquecer a cadeia criminosa que alimenta o comércio irregular de aparelhos.

Boletim de ocorrência e IMEI ajudam na recuperação

A Polícia Civil também reforça a importância de registrar boletim de ocorrência em casos de perda, furto ou roubo de celular. Esse registro ajuda as equipes policiais a rastrear o aparelho e aumenta as chances de recuperação.

Além disso, a corporação orienta que a vítima informe o número do IMEI do celular no boletim. Esse dado funciona como uma identificação única do aparelho e facilita a localização em caso de apreensão.

Segundo a PCMG, a informação correta do IMEI permite cruzar dados com mais precisão e agilizar a devolução ao proprietário. Portanto, quem ainda não tem esse número anotado deve consultá-lo e guardá-lo em local seguro.

A ação Tá Entregue segue em andamento em Minas Gerais e busca devolver aparelhos recuperados aos donos, ao mesmo tempo em que fortalece o combate ao comércio ilegal de celulares furtados e roubados.

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