Partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo ocorre em horário de pico da geração solar e exige atenção redobrada na operação do sistema elétrico.

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Os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 têm provocado redução no consumo de energia elétrica em todo o país. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que a demanda caiu, em média, 10,6% nas três últimas partidas do Brasil, em comparação com o consumo previsto para os horários dos jogos.
Além disso, a expectativa é de uma queda ainda maior na próxima segunda-feira (29), quando a Seleção entra em campo às 14h. O horário coincide com um dos períodos de maior geração de energia solar fotovoltaica no Brasil, aumentando o desafio para a operação do sistema elétrico.
Consumo caiu em todos os jogos anteriores
Segundo o ONS, a redução do consumo foi de aproximadamente 9% na partida contra o Marrocos.
Em seguida, o confronto contra o Haiti registrou queda de 10%. Já no jogo diante da Escócia, a redução chegou a 14%.
Agora, para a partida de segunda-feira, a estimativa aponta uma retração próxima de 20% da demanda nacional.
Queda e retomada exigem resposta rápida
De acordo com Sérgio Pacata, coordenador de Atendimentos e Negócios em Energia da FIEMG, o principal desafio não está apenas na redução do consumo durante a partida.
Segundo ele, o sistema também precisa responder rapidamente quando milhões de consumidores retomam suas atividades no intervalo e após o encerramento do jogo.
No confronto contra a Escócia, por exemplo, a demanda aumentou quase 6 gigawatts (GW) em apenas nove minutos durante o intervalo.
Além disso, após o apito final, a retomada do consumo atingiu quase 9 GW em apenas 18 minutos.
Geração solar amplia desafio operacional
Para a partida desta segunda-feira, a preocupação é ainda maior porque o jogo será disputado em um horário de elevada produção de energia solar fotovoltaica.
Segundo Sérgio Pacata, o sistema precisará equilibrar uma oferta elevada de energia com uma redução significativa do consumo ao longo da partida.
Dessa forma, operadores acompanham continuamente o comportamento da demanda para manter a estabilidade do fornecimento em todo o país.
Usinas podem reduzir temporariamente a geração
Quando a produção de energia supera o consumo, algumas usinas podem reduzir sua geração ou até interromper temporariamente a operação.
Essa medida faz parte da rotina do Operador Nacional do Sistema Elétrico e busca preservar o equilíbrio entre oferta e demanda.
Por fim, o procedimento também contribui para manter a segurança, a confiabilidade e a estabilidade do sistema elétrico brasileiro durante períodos de grandes variações no consumo.