Centro especializado de instituição acompanha crianças e jovens desde o diagnóstico até a vida adulta, com suporte integrado de diferentes especialidades

Tratamento multidisciplinar beneficia mais de 8 mil pacientes com fissura labiopalatina
Dalgisa Siqueira acompanha o tratamento de seu filho Lucas no Hospital da Baleia (Foto: Hospital da Baleia / Divulgação)

 

A fissura labiopalatina, malformação congênita que provoca aberturas no lábio e no céu da boca, compromete funções essenciais como respiração, alimentação e fala. Para garantir tratamento especializado, o Hospital da Baleia, por meio do Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissura Labiopalatal e Deformidade Craniofacial (Centrare), acompanha continuamente mais de 8 mil pacientes de 0 a 28 anos.

A condição afeta estruturas importantes da face e exige acompanhamento prolongado. Segundo o cirurgião plástico do Hospital da Baleia, Bruno Meilman, o diagnóstico precoce e o suporte de diferentes especialidades são fundamentais para o desenvolvimento da criança.

 

“A fissura labiopalatina envolve não só a forma da face, como a função de diversas estruturas. Por isso, o tratamento precisa ser multidisciplinar, com acompanhamento desde pediatra até equipe de cirurgia plástica e otorrinolaringologia”, explica.

 

Entre as áreas envolvidas no processo, a fonoaudiologia desempenha papel importante. Sem a correção adequada, o ar que deveria sair pela boca pode escapar pelo nariz, comprometendo a fala e a comunicação. 

 

“O acompanhamento é feito desde a gestação da criança até a vida adulta. Além das questões funcionais e estéticas, são tratados aspectos psicológicos, como a autoestima, e também exercícios para melhora da respiração e dicção do paciente”, destaca o especialista.

 

 

Para oferecer atendimento integral, o Centrare conta com equipe formada por assistente social, cirurgião bucomaxilofacial, cirurgião plástico, enfermeiro, fonoaudiólogo, nutricionista, ortodontista, otorrinolaringologista, pediatra, geneticista e psicólogo.

O Hospital da Baleia também dispõe de ala de internação e suporte em CTI adulto e infantil, quando necessário.

Em geral, crianças com fissura labial passam pela cirurgia por volta dos seis meses de idade. Nos casos de fissura no céu da boca, o procedimento costuma ocorrer em torno de um ano e seis meses. Quando a fissura labiopalatina atinge as duas regiões, o tratamento é realizado em etapas.

 

Diagnóstico ainda na gestação 

A técnica de farmácia Dalgisa Siqueira, de 39 anos, conhece essa realidade de perto. Seu filho Lucas, atualmente com um ano e nove meses, é acompanhado pelo Hospital da Baleia desde os três meses de vida. 

A técnica de farmácia Dalgisa Siqueira, de 39 anos, conhece essa realidade de perto. Seu filho Lucas, atualmente com um ano e nove meses, é acompanhado pelo Hospital da Baleia desde os três meses de vida. 

 

“Foi um susto, com certeza. A gente ficou muito preocupada, porque nem tinha conhecimento sobre a fissura. Mas, depois de conhecer mais sobre o assunto, foi aliviando um pouco. A gente ficou mais tranquilo depois que ele nasceu e vimos que estava tudo bem, que a fissura era algo que tinha correção”, explica Dalgisa.

 

Dalgisa afirma que o acompanhamento recebido ao longo do processo trouxe mais segurança para a família e ajudou a enfrentar os desafios do tratamento com mais confiança.

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