Especialista destaca que a prática regular de atividades físicas melhora o humor, favorece o sono e ajuda a enfrentar as pressões da rotina com mais equilíbrio

A ansiedade, o estresse e a depressão estão cada vez mais presentes na rotina dos brasileiros. A pressão no trabalho, as preocupações financeiras e o excesso de tempo diante das telas ajudam a explicar o avanço desses problemas. Diante desse cenário, uma medida simples e acessível tem ganhado destaque entre especialistas: a prática regular de exercícios físicos.
Além dos benefícios já conhecidos para o condicionamento físico, a atividade física também exerce papel importante na saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), manter uma rotina de exercícios contribui para melhorar o humor, reduzir os níveis de estresse e aumentar a disposição para as atividades do dia a dia.
De acordo com a organização, adultos devem praticar entre 150 e 300 minutos semanais de atividades físicas de intensidade moderada ou entre 75 e 150 minutos de exercícios intensos. A recomendação busca promover ganhos tanto para a saúde física quanto para o bem-estar emocional.
O educador físico e responsável técnico do Clube Palmeiras, Arthur Dolabela, explica como a atividade física estimula a liberação de substâncias ligadas à sensação de prazer e bem-estar.
“Quando nos exercitamos, nosso corpo libera endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores que estão diretamente relacionados à sensação de felicidade e bem-estar. Além disso, a atividade física ajuda a diminuir os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. Com isso, a pessoa passa a lidar melhor com as pressões do dia a dia e percebe melhorias no humor e na disposição”, afirma.
Benefícios vão além do físico
Outro efeito importante está na qualidade do sono. Dormir melhor favorece a recuperação do organismo, melhora a concentração e reduz a irritabilidade.
“Muitas pessoas procuram a atividade física pensando apenas na estética, mas logo percebem que o maior ganho está na saúde. Elas passam a dormir melhor, ficam mais produtivas, têm mais energia e conseguem enfrentar os desafios diários com mais equilíbrio”, destaca Arthur.
Segundo o técnico, os benefícios podem ser alcançados em diferentes modalidades. Caminhadas, musculação, natação, dança e esportes coletivos ajudam a combater o sedentarismo e estimulam a convivência social, fator que também influencia positivamente a saúde mental.
“O mais importante é encontrar uma atividade que dê prazer. Quando a prática é agradável, as chances de criar um hábito saudável aumentam muito. Não é preciso começar com treinos longos ou intensos. O fundamental é dar o primeiro passo é manter a constância”, orienta.
Apesar dos resultados positivos, especialistas lembram que a atividade física não substitui o acompanhamento médico ou psicológico em casos de transtornos mentais diagnosticados. Nesses casos, o exercício deve integrar um tratamento multidisciplinar, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar geral.