Ação visa aumentar o cadastramento de famílias interessadas em acolher crianças durante as festividades

A Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em parceria com a ONG Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor (Cevam), lançou a Campanha de Apadrinhamento de Natal, que visa motivar famílias a apadrinharem crianças e adolescentes, de 4 a 17 anos, que vivem em abrigos à espera de adoção.
O objetivo é a promoção da inserção social com as famílias no período natalino. A ação está alinhada com as diretrizes do Travessias Jurídicas pela Infância e Juventude, instituído pelo TJMG por meio da Portaria Conjunta nº 1.726/2025.
Apadrinhamento do TJMG
O evento ocorreu no auditório da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), em Belo Horizonte, na sexta-feira (11), e reuniu dezenas de famílias interessadas em apadrinhar crianças e adolescentes durante as festas natalinas.
Com o apadrinhamento, busca-se estimular a convivência familiar e comunitária e o fortalecimento dos vínculos afetivos; sensibilizar a sociedade sobre os direitos desse público, prevenindo violações e combatendo situações de risco e vulnerabilidade; e impulsionar a atuação interinstitucional para o fortalecimento da Rede de Proteção à Infância e à Juventude.
O psicólogo Fernando Araújo, representante da superintendente da Coinj, desembargadora Alice de Souza Birchal, explica como a campanha oferece às famílias a possibilidade de acolher, de forma segura e afetiva, crianças e adolescentes no período de Natal:
“As famílias interessadas devem se inscrever no Portal Minas Apadrinha, do TJMG, para serem avaliadas. É importante lembrar que o apadrinhamento não é adoção, mas sim uma forma de ampliar os laços familiares destas crianças e adolescentes”.
Programa enriquecedor
O presidente da Cevam, Ananias Neves, enfatiza a importância da Campanha de Apadrinhamento de Natal, em uma ação em que todos saem ganhando.
“Atualmente, aproximadamente 450 crianças e adolescentes estão na fila para adoção. A convivência com outras famílias, mesmo que temporária, é muito importante para que possam ter outras perspectivas. Procuramos qualificar as famílias, que têm o dever de acolher e proteger as crianças durante o acolhimento. As que participam do programa se transformam com o aprendizado que ele traz. É muito enriquecedor”.
A promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, Matilde Fazendeiro Patente, ressalta os benefícios para os participantes.
“Mesmo que seja por pouco tempo, uma família tem o importante papel de transformar a vida de crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Elas já tiveram seus direitos violados; a oportunidade de uma nova convivência com outra família é fundamental. Apadrinhadas, elas passam a viver em outro ambiente familiar, podem ir ao cinema, viajar e ampliar seus conhecimentos”.