Prêmio Ernesto Illy reconhece excelência, sustentabilidade e rastreabilidade na produção de café para espresso e leva produtores mineiros ao topo do ranking nacional

A cerimônia de entrega do 35º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso reafirmou o protagonismo da cafeicultura brasileira no cenário internacional e consolidou Minas Gerais como principal referência nacional na produção de cafés especiais.
Criada há 35 anos, a premiação tornou-se uma das mais tradicionais e relevantes do setor ao incentivar a qualidade, a rastreabilidade e a sustentabilidade na produção de café destinado ao expresso. Ao longo das décadas, o prêmio também passou a funcionar como uma vitrine de valorização do produtor rural em diferentes regiões cafeeiras do País.
Nesta edição, Minas Gerais concentrou os principais destaques da disputa nacional. Os três primeiros lugares entre os 40 finalistas ficaram com produtores mineiros, selecionados por uma comissão julgadora formada por especialistas nacionais e internacionais da illycaffè.
O primeiro lugar ficou com a Agro Fonte Alta, do Sul de Minas. Na sequência apareceram Raimundo Dimas Santana Filho, da região de Matas de Minas, e São Mateus Agropecuária, do Cerrado Mineiro.
Além do reconhecimento nacional, os vencedores receberam diplomas e premiações de R$ 10 mil cada e garantiram vaga no 11º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, que reunirá produtores dos países fornecedores da illycaffè, no exterior, no segundo semestre de 2026.
A premiação internacional nasceu a partir da expansão do projeto brasileiro e consolidou um modelo global baseado em qualidade, sustentabilidade e controle de origem dos cafés selecionados pela marca italiana.
Reconhecimento regional e valorização técnica
Durante a cerimônia, o prêmio também reconheceu produtores de diferentes regiões cafeeiras do Brasil, além de homenagear profissionais responsáveis pela classificação técnica das amostras, etapa considerada essencial para garantir o padrão de excelência dos cafés avaliados.
Entre os vencedores regionais, o Sul de Minas teve como destaque a Agro Fonte Alta, seguida por Júlio Cezar Diniz. Na Chapada de Minas, os premiados foram Luis Manuel Martins da Silva e Fazenda Sequóia Minas.
Na região de Matas de Minas, Raimundo Dimas Santana Filho conquistou o primeiro lugar regional, seguido por Matheus Lopes Sanglard. Já no Cerrado Mineiro, São Mateus Agropecuária liderou a categoria, à frente de Décio Bruxel.
A Região Centro-Oeste também foi representada com a conquista de Gelci Zancanaro.
O Prêmio Classificador do Ano destacou profissionais responsáveis pela análise e classificação dos cafés inscritos. Rafael Fernandes, do Cerrado e ligado à Expocacer, conquistou o primeiro lugar. Luiz Evandro Ribeiro, da Cooxupé, ficou em segundo lugar na categoria. Enquanto, Raphael Silva de França Santos, da EISA São Paulo, completou o ranking dos três melhores classificadores da edição.
