Ferramentas digitais transformam a gestão contratual, ampliam a previsibilidade jurídica e reduzem custos operacionais em até 30%

A transformação digital avança nas indústrias brasileiras e redefine processos tradicionalmente marcados pela burocracia. Com a adoção de contratos digitais e ferramentas de inteligência artificial, as empresas ganham agilidade operacional, ampliam a segurança jurídica e fortalecem a competitividade global.
Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que mais de 70% das indústrias brasileiras já utilizam ao menos uma tecnologia digital voltada ao processamento de dados. O movimento acompanha a busca por maior produtividade e redução de custos.
Segundo o levantamento da McKinsey & Company, a automação de processos pode reduzir despesas operacionais em até 30%, além de gerar ganhos significativos de eficiência.
Nesse contexto, a gestão contratual desponta como uma das áreas mais impactadas pela transformação digital. Antes dependente de fluxos manuais e processos demorados, a atividade passa a incorporar soluções baseadas em IA capazes de automatizar análises, padronizar documentos e monitorar etapas em tempo real.
De acordo com o CEO da Oppem, Rafael Gontijo, a integração entre contratos, compliance e dados operacionais permite mais controle e agilidade na rotina das empresas.
“A integração entre contratos, compliance e dados operacionais permite maior controle sobre riscos e prazos, ao mesmo tempo em que reduz o retrabalho. A digitalização dos contratos elimina gargalos históricos das indústrias, principalmente aqueles relacionados à validação e ao acompanhamento de documentos. Isso se traduz em ganho direto de produtividade”, afirma.
Gestão contratual reduz riscos e acelera tomada de decisões
Além de otimizar processos internos, as novas ferramentas ampliam a capacidade de tomada de decisão. Com acesso a informações atualizadas em tempo real, gestores conseguem acompanhar prazos, identificar riscos e responder com mais rapidez às demandas do mercado.
Outro benefício está na redução da exposição a passivos regulatórios. Sistemas inteligentes conseguem identificar cláusulas sensíveis, inconsistências e vencimentos críticos, além de facilitar auditorias e garantir a rastreabilidade das informações.
Para Rafael, o principal desafio atualmente não está na disponibilidade das soluções, mas na capacidade das empresas de integrar processos em sua rotina.
“Recurso nós temos. A Oppem mesmo dispõe de tecnologias que facilitam isto. Mas não basta digitalizar documentos. É preciso estruturar processos e conectar dados para extrair valor real. A tecnologia é um meio para simplificar e potencializar o futuro das indústrias”.
O CEO da Oppem avalia que o avanço dessas soluções indica uma mudança estrutural no setor industrial brasileiro.
“Ao substituir processos fragmentados por sistemas integrados e inteligentes, as empresas ganham agilidade, reduzem custos e fortalecem sua posição competitiva. Em um cenário de transformação contínua, a digitalização deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para crescimento sustentável”, finaliza.