Entidade da indústria mineira defende proposta que permite ao trabalhador optar entre jornada tradicional da CLT e regime baseado em horas trabalhadas

Fachada da sede da FIEMG, em Belo Horizonte, entidade que apoia proposta de jornada flexível baseada em horas trabalhadas
FIEMG apoia PEC que propõe ao trabalhador optar entre jornada tradicional da CLT e modelo flexível baseado em horas trabalhadas (Foto: FIEMG / Divulgação)

 

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 12/2026), apresentada pelo senador Rogério Marinho, que prevê a possibilidade de o trabalhador optar entre a jornada tradicional prevista pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível baseado em horas efetivamente trabalhadas.

Na avaliação da entidade, a proposta surge como alternativa ao debate sobre a redução da jornada sem compensação salarial, tema que ganhou força recentemente após avanço de medidas no Congresso Nacional.

A PEC estabelece que o valor da hora trabalhada seja proporcional ao salário mínimo ou ao piso da categoria profissional. O texto também prevê a manutenção dos direitos trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e demais benefícios, calculados conforme a carga horária exercida.

Para a FIEMG, o modelo amplia a autonomia do trabalhador ao permitir maior flexibilidade na organização da rotina profissional, ao mesmo tempo em que reduz impactos operacionais para empresas e setores produtivos.

Segundo a entidade, mudanças sem compensação salarial podem gerar efeitos sobre custos empresariais e competitividade econômica. Um estudo produzido pela própria federação aponta que propostas de redução de jornada poderiam impactar o Produto Interno Bruto (PIB) e o mercado de trabalho no País.

 

Debate envolve impactos econômicos e operacionais

Outro ponto defendido pela FIEMG é a exclusão de atividades consideradas essenciais do limite de 40 horas semanais, especialmente em segmentos que demandam cobertura operacional contínua.

A entidade sustenta ainda que discussões relacionadas à jornada de trabalho precisam ocorrer com análise técnica e previsibilidade, considerando possíveis impactos sobre emprego, produtividade e dinâmica econômica.

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