Sistema de geoprocessamento tem 100% do território da capital mineira mapeado, reunindo mais de 365 mil lotes urbanos e ultrapassando 760 mil endereços unificados

Cidade de Belo Horizonte vista do alto Divulgação PBH
Cidade de Belo Horizonte vista do alto: sistema de geoprocessamento para integrar soluções (Foto: PBH/Divulgação)

 

O sistema de geoprocessamento da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) é sustentado pela consolidação do Sistema de Cadastro Territorial Multifinalitário (SisCTM), a estrutura elimina divergência de informações entre os órgãos públicos, garantindo que todas as ações de gestão urbana da PBH sejam pensadas sob a mesma cartografia oficial.

Essa unicidade é o que permite transformar grandes volumes de dados em decisões, garantindo políticas públicas mais ágeis e assertivas. O cruzamento de mais de 339 camadas geoespaciais possibilita que a Prefeitura planeje desde obras de drenagem até o combate à dengue ou calcule rotas mais eficientes para veículos oficiais e atendimentos de emergência.

A superintendente de Geoprocessamento Corporativo da Prodabel, Nadia Pereira Daian, destaca que apesar de complexo, devido ao relevo acidentado da capital, este trabalho é fundamental para a governança moderna.

 

“Conhecer o território em detalhes é o que nos dá o real poder de decisão. Quando unificamos os dados e enxergamos a cidade de maneira integral, conseguimos antever desafios, planejar intervenções e estruturar políticas públicas e soluções que, de fato, atendam às necessidades de cada região de Belo Horizonte”.

 

Portal BHGEO 

Para garantir que essa enorme base de dados não fique restrita aos gabinetes municipais, esse ecossistema de dados geoespaciais é disponibilizado por meio do Portal BHGEO. Mantido e atualizado constantemente pela Superintendência de Geoprocessamento Corporativo, o portal funciona como uma grande central de dados abertos e mapas interativos que pode ser acessada por qualquer pessoa, desde pesquisadores, arquitetos e engenheiros até moradores em busca de informações do dia a dia.

Por meio do visualizador de dados, o BHMap, a população consegue consultar a infraestrutura pública disponível ao redor de qualquer imóvel da cidade, localizando escolas, postos de saúde, parques e pontos de coleta seletiva, por exemplo.

Para arquitetos, engenheiros e empreendedores, a ferramenta de consulta de zoneamento e regras urbanísticas permite verificar parâmetros de edificação, usos permitidos para comércios e restrições ambientais, eliminando a necessidade de deslocamentos presenciais.

A plataforma também oferece um vasto acervo cartográfico e histórico para download gratuito, incluindo imagens aéreas, ortofotos de alta resolução, plantas de parcelamento do solo e mapas oficiais do Plano Diretor.

Além disso, o sistema conta com geosserviços que permite que universidades, startups ou qualquer pessoa se conecte às bases de dados geoespaciais públicas de BH diretamente a softwares de análise próprios.

A precisão do sistema estende-se ao cadastro oficial de logradouros, ajudando a esclarecer a grafia e a numeração predial corretas de cada endereço. A consulta soluciona divergências populares históricas, o que garante segurança jurídica em registros cartoriais e exatidão para serviços postais e entregas por aplicativos

Veja também

TSE mantém mandatos em caso de repasse irregular de fundo eleitoral em eleição de 2024

Corte avaliou que valor envolvido não justificava cassação, mas admitiu possibilidade de…

Polícia Federal faz operação contra lavagem de dinheiro de bets

Operação Arena investiga grupo empresarial suspeito de praticar lavagem de dinheiro procedente…

Valorização da Cemig cruza marca de R$ 40 bilhões e consolida novo ciclo de investimentos em Minas

Com avanço no valor de mercado e melhora nos ratings, companhia amplia…

Minas Gerais ganha duas novas rádios comunitárias

Moradores da localidade de Santo Antônio da Boa Vista, em São João…