A decisão ocorre em um cenário de agravamento das tensões no Oriente Médio e de nova escalada das cotações internacionais do petróleo

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A produção da indústria brasileira recuou 0,2% na passagem de abril para maio (Foto: Wenderson Araujo/Trilux)

 

Medida pode ajudar a conter as pressões inflacionárias decorrentes da intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã e da alta do petróleo, mas deve ser acompanhada de transparência, responsabilidade fiscal e previsibilidade.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) acompanha com atenção o anúncio, feito pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (24), da prorrogação, por mais um mês, da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina.

Instituída em 25 de maio, a medida busca reduzir a transmissão da alta internacional do petróleo, provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, para os preços dos combustíveis no mercado brasileiro.

A decisão ocorre em um cenário de agravamento das tensões no Oriente Médio e de nova escalada das cotações internacionais do petróleo. Nos últimos dias, o barril do tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100, ampliando o risco de pressão sobre os preços da gasolina e dos demais derivados no país.

Na avaliação do economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, a prorrogação do subsídio pode ser uma medida válida, em caráter emergencial, para amortecer os efeitos dessa volatilidade sobre consumidores, empresas e a atividade econômica.

 

“A elevação dos preços dos combustíveis impacta diretamente a inflação, o transporte de cargas, os custos logísticos e as cadeias produtivas, reduzindo as margens das empresas e comprometendo sua competitividade”, afirma.

 

O economista-chefe alerta, contudo, que a continuidade do benefício exige atenção aos impactos sobre as contas públicas. A política deve ser conduzida com transparência, prazo claramente definido e indicação das respectivas fontes de financiamento, de modo a evitar o aumento das incertezas fiscais e preservar as condições necessárias ao investimento e ao crescimento econômico sustentável.

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