Uma pesquisa global conduzida pela AirHelp revela que 40% dos consumidores em todo o mundo estão insatisfeitos com o suporte prestado pelas companhias aéreas

BH Airport ()
BH Airport , em Belo Horizonte, tem movimento grande durante os feriados (Foto: BH Aiport/Divulgação)

 

Pesquisa da AirHelp, empresa especializada em auxiliar passageiros afetados por atrasos e cancelamentos de voos, mostra que 40% dos consumidores em todo o mundo estão insatisfeitos com o suporte prestado pelas companhias aéreas. No brasil, esse número é mais elevado. 

Entre os brasileiros entrevistados, o índice de insatisfação chega a 52%, acima da média global e superior aos níveis registrados na União Europeia (43%), no Reino Unido (28%) e nos Estados Unidos (30%). 
 
O levantamento também mostra que 35% dos passageiros no mundo afirmam não conhecer as regulamentações que protegem os direitos do consumidor no transporte aéreo. 
 
Entre os passageiros brasileiros, a parcela dos que não conhecem as regras de proteção chega a 59%, acima dos 32% registrados na União Europeia e no Reino Unido, e superior aos 40% observados entre os passageiros dos Estados Unidos. 
 
A questão é agravada pelo fato de que, segundo os consumidores, apenas 25% das companhias aéreas informam os passageiros sobre seus direitos durante uma interrupção de voo. No Brasil, a reclamação é relatada por 27% dos passageiros, índice equivalente ao do Reino Unido (27%) e superior aos percentuais registrados na União Europeia (25%) e nos Estados Unidos (22%). 
 
De acordo com o estudo, 73% dos passageiros no mundo relataram ter tido despesas adicionais devido a interrupções de voos. Entre os brasileiros, o índice chega a 88%, acima dos 70%observados na União Europeia, dos 75% no Reino Unido e dos 65% nos Estados Unidos. 
 
Além do impacto financeiro, mais de dois terços dos passageiros (68%) relataram estresse e frustração significativos causados por atrasos e cancelamentos. 
 
Entre os passageiros brasileiros, o índice chega a 79%, acima da média global e superior aos níveis registrados na União Europeia (66%), no Reino Unido (64%) e nos Estados Unidos (72%).  

Atrasos superiores a três horas e cancelamentos de voos — quando não causados por condições climáticas ou força maior — podem dar origem a pedidos de indenização contra as companhias aéreas.

“Diante da baixa capacidade das companhias aéreas de resolver conflitos, os consumidores brasileiros frequentemente acabam recorrendo ao Judiciário para garantir seus direitos, que são assegurados por lei”, afirma Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil.

Compensação ao passageiro no Brasil

Para solicitar compensação, os passageiros devem atender a determinadas condições. Primeiramente, é necessário verificar se o atraso ou cancelamento de fato causou transtorno, estresse ou prejuízo ao passageiro.

Situações como perda de uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, perda de emprego ou ausência em um evento pessoal relevante podem gerar direito à indenização contra a companhia aérea.

Caso o passageiro tenha sofrido o chamado “dano moral” e consiga comprová-lo, há grande chance de obter indenização financeira de até R$ 10 mil por pessoa.

Veja também

Doenças oculares avançam de forma silenciosa e reforçam alerta da campanha Abril Marrom

Especialista explica crescimento dos casos de deficiência visual e destaca como o…

Polícia Federal faz operação contra lavagem de dinheiro de bets

Operação Arena investiga grupo empresarial suspeito de praticar lavagem de dinheiro procedente…

IA abre caminho para tratar doenças sem cura e combater bactérias resistentes

Tecnologia permite analisar milhões de compostos em poucos dias e pode mudar…

Hipertensão avança de forma silenciosa e acende alerta para prevenção no Brasil

Data nacional reforça importância do diagnóstico precoce e do controle da pressão…