Pesquisa da Fecomércio MG mostra intenção de compra elevada, mas aponta comportamento mais cauteloso e focado em promoções

Alt text: Mãe e filha com sacolas de compras em shopping durante o período do Dia das Mães em Belo Horizonte
Consumidores devem concentrar compras do Dia das Mães na reta final, com atenção a preços e promoções no comércio de Belo Horizonte (Foto: Fecomércio MG / Divulgação)

 

Com a chegada de maio, o Dia das Mães se aproxima e deve movimentar o comércio de Belo Horizonte, ainda que sob um cenário de consumo mais estratégico. 

Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, aponta que os consumidores estão mais atentos às variações de preço. 

Segundo o estudo realizado entre os dias 20 e 27 de abril, com 397 consumidores da capital, 72,5% pretendem presentear na data. O resultado reforça o Dia das Mães como uma das principais datas do varejo mineiro.

Apesar da alta intenção de compra, o comportamento indica maior cautela. Quase metade dos entrevistados pretende manter o mesmo nível de gastos registrados em 2025, enquanto 35,8% pretendem reduzir o valor destinado às compras.

Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, esse comportamento impacta diretamente a dinâmica do consumo.

 

“O consumidor está mais criterioso. Ele quer manter a tradição da data, mas busca equilíbrio no orçamento. Isso faz com que preço e promoção tenham peso decisivo na escolha”, afirma.

 

Esse movimento se reflete nos fatores que influenciam a decisão de compra. Entre os entrevistados, 47,1% afirmam pesquisar promoções antes de comprar, enquanto 29,6% priorizam preços mais baixos.

Por outro lado, os principais freios ao consumo seguem bem definidos: preços altos lideram com 45,2%, seguidos por atendimento ruim (26,8%) e lojas cheias (17,2%).

 

“O cenário reforça a importância de estratégias comerciais mais competitivas. O consumidor está disposto a comprar, mas exige vantagem percebida e uma experiência de compra eficiente”, destaca Gabriela Martins.

 

 

Compras concentradas e preferência por itens tradicionais

Outro dado relevante aponta para a concentração das compras na reta final. Cerca de 63,9% dos consumidores devem deixar as aquisições para a semana do Dia das Mães, o que tende a intensificar o fluxo no comércio nos dias que antecedem a data.

Entre os itens mais procurados, roupas lideram com 33,7%, seguidas por perfumes (18,5%) e calçados (17,5%). O tíquete médio permanece concentrado entre R$ 100 e R$ 200, indicando maior controle sobre os gastos.

Para a economista, o comportamento reflete um equilíbrio entre emoção e responsabilidade financeira.

 

“O valor médio indica um consumidor que busca presentes simbólicos, mas sem comprometer o orçamento. É uma compra com apelo emocional, mas guiada por limites financeiros claros”, explica a economista.

 

Os locais de compra também revelam a diversidade do varejo. Lojas de shopping lideram com 32,6% das preferências, seguidas por estabelecimentos de bairro (29,9%) e o hipercentro (19,1%).

No pagamento, o Pix aparece como principal opção, com 31,3%, seguido pelo cartão de crédito à vista (23,3%), o que sinaliza uma busca por maior controle financeiro e menor endividamento.

Além do consumo, o levantamento aponta que a data preserva seu caráter afetivo. A maioria, 49,1%, pretende comemorar em casa, enquanto 34% devem se reunir com familiares. 

Para Gabriela Martins, o cenário de 2026 deve ser marcado por equilíbrio entre consumo e planejamento.

 

“O consumidor não abre mão de celebrar, mas faz escolhas mais conscientes. Para o comércio, a oportunidade está em alinhar preço, atendimento e conveniência. Quem entender esse movimento tende a sair na frente”, conclui.

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