Grupo Equatorial passa a deter 30% do capital da companhia, com desafio de ampliar o saneamento no estado

Cerimônia do processo de desestatização da Copasa realizada na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo
O processo de desestatização da Copasa encerra uma etapa de reorganização societária da companhia conduzida no âmbito da operação aprovada pelo Estado de Minas Gerais (Foto: Copasa/Divulgação)

 

A Copasa concluiu nesta terça-feira (16) o processo de desestatização aprovado pelo Governo de Minas Gerais. A operação redefine a estrutura acionária da companhia e marca a entrada da Gerais Saneamento S.A., controlada pelo Grupo Equatorial, como investidora de referência.

Com a conclusão da operação, a empresa inicia uma nova fase de atuação voltada à expansão da infraestrutura, ao fortalecimento dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário e ao cumprimento das metas de universalização do saneamento.

A formalização do processo foi celebrada durante cerimônia realizada na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. O evento reuniu representantes da companhia, do Governo de Minas Gerais e da nova investidora.

Durante a solenidade, a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, destacou que a conclusão da operação encerra uma etapa de reorganização societária conduzida ao longo dos últimos meses.

 

“Quero dizer que estamos preparados para esta nova jornada. Todo esse processo demonstra que estamos no caminho certo, construindo uma empresa sólida, transparente e preparada para o desenvolvimento do futuro, o de honrar o nosso compromisso inegociável coma universalização do saneamento e ampliar a qualidade do atendimento prestado a todos os nossos clientes de Minas Gerais”, afirmou.

 

 

Equatorial passa a deter 30% da companhia

Com a nova configuração acionária, a Gerais Saneamento S.A. passa a deter 30% do capital social da Copasa, conforme as condições previstas nos documentos da operação e nos instrumentos de governança da companhia.

Segundo a empresa, a mudança mantém o foco na eficiência operacional, na modernização da infraestrutura e na ampliação da capacidade de atendimento nos municípios atendidos pela rede.

A operação contou com a participação do Governo de Minas Gerais e foi acompanhada por diferentes áreas técnicas e estruturas de governança da companhia responsáveis pela execução do processo.

 

Novo cenário para o saneamento

A conclusão da desestatização ocorre em um momento de transformação do setor de saneamento no País, impulsionado pelas metas nacionais de universalização dos serviços.

Nesse contexto, a Copasa afirma que pretende concentrar esforços na ampliação da cobertura, na melhoria dos indicadores operacionais e no fortalecimento da infraestrutura necessária para atender à demanda dos municípios mineiros.

Segundo a companhia, a experiência técnica de seus profissionais continuará sendo um dos pilares da operação neste novo ciclo.

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